Integrantes da cúpula do PT veem a proposta dos Estados Unidos de equiparar facções brasileiras a organizações terroristas como uma primeira tentativa do presidente Donald Trump de interferir nas eleições presidenciais deste ano no Brasil. Rechaçada pelo governo Lula, a ideia tem o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
A sigla e o próprio Palácio do Planalto sempre trataram como possibilidade uma ofensiva de Trump na disputa presidencial no Brasil, na tentativa de projetar a direita na América Latina. Peru e Colômbia também têm eleições neste ano.
O diálogo que vem sendo aberto entre Trump e Lula desde a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em setembro do ano passado, deu algum alívio para o entorno do presidente brasileiro. Porém, a retomada da possibilidade da proposta de classificar grupos como PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas voltou a elevar a desconfiança sobre as intenções do americano.
No domingo (8), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre uma parceria para o combate ao crime organizado.
O próprio Lula, em conversa com Trump em dezembro, já havia tratado do combate às facções. O objetivo do governo é atrair os EUA para uma parceria no combate ao crime organizado. A preocupação é que o tema, uma das bandeiras reivindicadas pela oposição, possa ser usado em mais uma tentativa de contaminar o diálogo entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca.







