O ex-deputado federal Deltan Dallagnol e o advogado Jeffrey Chiquini viajaram a Brasília nesta segunda-feira (9) para protocolar um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal.
O documento será apresentado ao Senado Federal do Brasil, órgão responsável por analisar processos dessa natureza contra ministros da Corte. Segundo os autores, a nova representação reúne fundamentos jurídicos que não teriam sido utilizados em pedidos anteriores.
Em publicação nas redes sociais, Chiquini afirmou que ambos seguiram para a capital federal nas primeiras horas da manhã para formalizar o pedido. De acordo com Dallagnol, o documento vai além de acusações de abuso de autoridade e levanta suspeitas de possíveis crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação e organização criminosa.
O ex-procurador também citou questionamentos envolvendo um contrato relacionado à advogada Viviane Barci, esposa do ministro, e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Segundo ele, o acordo, que teria valor de R$ 129 milhões, levanta dúvidas sobre qual teria sido a contraprestação envolvida.
Ainda de acordo com Chiquini, o pedido se baseia em novos elementos que incluiriam provas cautelares e perícias atribuídas à Polícia Federal. Segundo o advogado, esses materiais apontariam indícios de irregularidades que justificariam a abertura de investigação.
Os autores afirmaram que pretendem divulgar atualizações ao longo do dia sobre o andamento da iniciativa no Senado. Até o momento, não houve manifestação pública do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido.







