Formado em Direito, o goiano Matheus Matos, de 25 anos, afirma ter sido vítima de discriminação durante o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. Nas redes sociais, ele relatou que havia sido aprovado em todas as etapas teóricas do certame, incluindo as provas objetiva, discursiva e oral.
Segundo Matheus, o desejo de seguir carreira como delegado surgiu em 2019, quando iniciou a faculdade de Direito. Ele conta que o caminho até chegar ao concurso foi marcado por dificuldades e também por comentários preconceituosos ao longo da preparação.
De acordo com o candidato, o problema ocorreu durante o TAF, etapa organizada pela Fundação Getulio Vargas. Matheus, que tem nanismo, afirma ter solicitado administrativamente a adaptação dos testes por concorrer como pessoa com deficiência (PCD), mas diz que o pedido não foi atendido. Sem a adequação, ele realizou as provas nas mesmas condições dos demais concorrentes e acabou eliminado na impulsão horizontal, que exigia salto mínimo de 1,65 metro.
Após a eliminação, Matheus afirmou que considera a situação uma injustiça e disse que outros candidatos inscritos na categoria PCD também teriam sido reprovados na mesma fase. Apesar do resultado, ele garante que não pretende abandonar o sonho de se tornar delegado e avalia recorrer judicialmente para contestar o exame. O caso ganhou repercussão nas redes sociais, onde internautas manifestaram apoio e destacaram a determinação do candidato em seguir lutando pelo objetivo.








