Um homem conhecido como “Sicário”, preso pela Polícia Federal durante uma operação, morreu na noite de quarta-feira (4) em Belo Horizonte. Ele estava internado em um hospital da capital mineira após ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia das autoridades. O protocolo médico apontou morte cerebral, condição que legalmente é considerada óbito no Brasil.
Identificado como Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o investigado havia sido detido na manhã do mesmo dia durante a Operação Compliance Zero. Ele respondia na Justiça por crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro, segundo informações divulgadas pelas autoridades.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Mourão fazia parte de um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro e atuava na obtenção de informações, monitoramento de pessoas e coleta de dados considerados estratégicos para os interesses da organização. A apuração indica ainda que ele teria acessado sistemas restritos de órgãos públicos e bases de dados utilizadas por instituições de segurança.
As autoridades também investigam a participação dele em outras atividades do grupo, como levantamento de dados sobre ex-funcionários e tentativas de remoção de conteúdos na internet. Mourão ainda era réu em uma ação do Ministério Público de Minas Gerais que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras associadas a um esquema investigado entre 2018 e 2021.







