Uma declaração do ministro da Defesa, José Múcio, feita em setembro de 2025, voltou a viralizar nas redes sociais nos últimos dias. Durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, o ministro alertou para os riscos de manter um orçamento instável para as Forças Armadas e pediu apoio dos parlamentares para garantir recursos previsíveis ao setor.
Na ocasião, José Múcio afirmou que o Brasil, apesar de ser o maior país da América Latina e concentrar 52% do PIB da região, pode estar atrás de outras nações latino-americanas em capacidade militar. “Temos bastante equipamento comprado, mas não temos dinheiro para comprar peças”, declarou, ao destacar dificuldades para manter a operacionalidade das tropas por falta de recursos contínuos.
O ministro também apresentou dados sobre o crescimento global dos gastos militares. Segundo ele, o mundo investiu US$ 2,2 trilhões em defesa em 2023 e US$ 2,7 trilhões em 2024, com expectativa de alta. O Brasil, por sua vez, responde por apenas 1% dos investimentos globais, enquanto Estados Unidos e China concentram 52% de todo o montante aplicado na área.
Apesar das limitações orçamentárias, José Múcio ressaltou avanços na indústria nacional de defesa, que reúne cerca de 270 empresas estratégicas, gera aproximadamente 3 milhões de empregos e representa 3,6% do PIB. Ele citou recordes de exportação superiores a R$ 2,5 bilhões em 2025 e projetos como as fragatas, submarinos, o cargueiro KC-390 e os caças Gripen como exemplos de que o setor precisa de continuidade e fortalecimento.









