Um sofisticado esquema de espionagem tecnológica teria sido decisivo para a operação que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Segundo autoridades israelenses ouvidas pela imprensa internacional, câmeras de trânsito instaladas em Teerã foram hackeadas anos antes e passaram a fornecer imagens em tempo real utilizadas para mapear deslocamentos e rotinas dentro da capital iraniana.
De acordo com relatos divulgados inicialmente pelo Financial Times, o monitoramento fazia parte de um sistema avançado baseado em inteligência artificial, descrito por fontes de segurança como uma verdadeira “máquina de produção de alvos”. A tecnologia reunia dados de satélites, comunicações interceptadas, inteligência humana e sinais eletrônicos para gerar coordenadas extremamente precisas dos possíveis alvos militares e políticos.
O aparato tecnológico, desenvolvido ao longo da última década por Israel, teria permitido a identificação exata da localização de Khamenei e de integrantes da cúpula militar iraniana durante o ataque conjunto realizado por Israel e Estados Unidos. A operação contou com autorização do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e aval do presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo militares americanos, a ofensiva, batizada de “Epic Fury”, utilizou inteligência compartilhada entre os dois países para atingir lideranças estratégicas iranianas. Horas após o bombardeio, a mídia estatal do Irã confirmou a morte do aiatolá, classificando o episódio como “martírio”, marcando uma das ações mais sensíveis já registradas no confronto entre os países.










