Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, o caso da jovem Maria Daniela Ferreira Alves volta a expor a cobrança por justiça e proteção às mulheres em Alagoas. Nesta terça-feira (03), completou-se um ano que o principal suspeito do crime, Victor Bruno, conhecido como “Vitinho”, permanece foragido.
Maria Daniela foi ouvida pela primeira vez em audiência de instrução realizada pela Justiça de Alagoas, no mês de fevereiro. Debilitada e utilizando cadeira de rodas, a jovem fez sua primeira aparição pública desde os desdobramentos do caso. Testemunhas e o pai da vítima também prestaram depoimento, enquanto o réu não compareceu para interrogatório.
De acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas, a audiência marcou a fase de oitiva das testemunhas. Segundo o promotor de Justiça Lucas Mascarenhas, o processo segue agora para possíveis diligências complementares e, posteriormente, para apresentação das alegações finais antes da sentença.
O crime ocorreu em 6 de dezembro de 2024, em uma chácara localizada na zona rural do município de Coité do Nóia. Conforme a denúncia, Maria Daniela, então com 19 anos, teria sido dopada, violentada e vítima de tentativa de feminicídio por asfixia após uma confraternização com colegas.
Exames toxicológicos identificaram a presença de substâncias sedativas no organismo da jovem. Ela permaneceu em coma por cinco dias e atualmente convive com graves sequelas, necessitando de auxílio permanente para atividades básicas. O caso ainda é cercado por denúncias de possível interferência de pessoas influentes da região, o que amplia a pressão por responsabilização e conclusão do julgamento.







