A escalada do conflito no Oriente Médio passou a ser vista por integrantes da diplomacia brasileira como um cenário de alto risco estratégico para os Estados Unidos. Avaliações internas apontam que Washington estaria entrando em um “atoleiro militar”, diante da resistência apresentada pelo Irã após os ataques iniciais conduzidos em conjunto com Israel.
Segundo diplomatas ouvidos pela imprensa internacional, a leitura predominante é de que os norte-americanos teriam apostado na rápida desestruturação do regime iraniano com a eliminação de lideranças centrais. No entanto, o que se observa, na avaliação brasileira, é a manutenção da capacidade operacional e política de Teerã, sem sinais de colapso interno.
A percepção também é de que o Irã passou a atuar em uma lógica de “tudo ou nada”, ampliando ataques e assumindo riscos maiores na tentativa de elevar o custo do conflito para seus adversários. Até o momento, os bombardeios não teriam provocado mobilização popular significativa contra o regime nem fortalecido grupos opositores no país.
Outro ponto de preocupação envolve a sustentabilidade política e econômica da guerra para os Estados Unidos. Diplomatas avaliam que um conflito prolongado pode gerar impactos relevantes na economia global e pressão interna sobre o governo do presidente Donald Trump, o que poderia antecipar uma busca por negociação.
Diante desse cenário, a análise predominante indica dois caminhos possíveis no curto prazo: uma intensificação militar com tentativa de neutralização definitiva do poder iraniano ou a abertura de canais diplomáticos envolvendo a Guarda Revolucionária para uma eventual negociação.









