O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quarta-feira (25) que o assassinato da vereadora Marielle Franco reuniu motivação política, misoginia, racismo e discriminação. A declaração foi feita durante o voto que defende a condenação dos irmãos Brazão, apontados como mandantes do crime ocorrido em março de 2018.
Segundo Moraes, Marielle era uma mulher negra e pobre que enfrentava interesses de milicianos, o que teria motivado a execução. O ministro destacou ainda que, na visão dos autores intelectuais e executores, o crime não teria grande repercussão, avaliação que se mostrou completamente equivocada diante da comoção nacional e internacional provocada pelo caso.
A Primeira Turma do STF julga Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e outros três réus, acusados de participação no homicídio de Marielle e de seu motorista, Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. O julgamento marca um dos momentos mais decisivos do caso que se tornou símbolo da luta por justiça e contra a violência política no Brasil.










