O Ministério Público do Rio (MP-RJ) decidiu reabrir a investigação contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) para apurar prática de rachadinha em seu mandato na Câmara Municipal, ao identificar pontos que, na avaliação da cúpula da instituição, não foram devidamente esclarecidos quando o caso foi arquivado no ano passado. Os promotores querem detalhar como ele pagava despesas pessoais, como o plano de saúde, a compra de um apartamento em Copacabana e os acessos frequentes a um cofre bancário. ]
No parecer que embasou a retomada das diligências, a assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça apontou que, ao longo de nove anos de contratos, apenas um boleto do plano de saúde teria sido quitado por meio da conta bancária do ex-vereador. A PGJ sugeriu que as operadoras sejam oficiadas para informar valores, forma de pagamento e quem era o responsável pelas quitações.
Também chamou a atenção dos investigadores a compra de um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em 2009. Segundo o parecer, Carlos declarou ter adquirido o imóvel por R$ 70 mil, montante considerado muito abaixo do valor de mercado à época para o bairro.
Outro ponto citado no documento são acessos frequentes a um cofre em agência bancária. De acordo com o texto, o então vereador realizou “pelo menos um ou mais acessos por mês” ao cofre, o que, segundo os investigadores, despertou atenção por se tratar de um serviço normalmente destinado à guarda de joias, documentos ou grandes quantias em dinheiro.









