O Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta (19), tornou réu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por obstrução à Justiça e coação em processo que investiga sua atuação para, supostamente, facilitar sanções econômicas dos Estados Unidos ao Brasil.
Com a abertura da ação penal, o processo que pode condenar o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi iniciado e pode levá-lo à prisão.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi acatada pela Primeira Turma do Supremo em novembro do ano passado, mas, devido ao recesso da Corte, demorou dois meses para que o processo fosse aberto.
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Eduardo “empenhou-se, de forma reiterada, em submeter os interesses da República e de toda a coletividade aos seus próprios desígnios pessoais e familiares”.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, considerou que há indícios suficientes de autoria das condutas do ex-deputado.
“A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, a suspensão de vistos de entrada de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator”, afirmou Moraes em seu voto.








