Um camarote do Carnaval de Salvador virou um ponto de vigilância policial com foco em pouso e decolagem de drones, após o local ser interditado antes mesmo de receber os primeiros convidados. O espaço de vista para o mar de Salvador, com capacidade para 825 pessoas, foi alvo de uma operação policial. Segundo a Polícia Civil da Bahia, o local foi interditado após uma investigação encontrar movimentações financeiras entre traficantes de vários estados e influenciadores que vendem rifas nas redes sociais. Entre eles está Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, dono do camarote lacrado. Essa investigação começou em 2024.
Em 2025, os investigadores descobriram que Diogo e Manuel Ferreira da Silva Filho, indiciado por lavagem de dinheiro, compraram juntos um avião avaliado em mais de R$ 12 milhões. “Então, quando houve essa comunicação dessa transferência de valores para aquisição desse avião, nós iniciamos o processo de investigação em relação ao investigado atual, Diogo”, diz Fábio Lordelo, diretor da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco). A aquisição levantou suspeitas e acelerou a apuração sobre a origem dos recursos usados pelo influenciador, que ostenta prêmios caros e vida de luxo no Instagram. A polícia afirma que Diogo vendia rifas extremamente baratas ,algumas chegam a seis centavos , para prêmios que vão de carros de R$ 200 mil a cavalos de raça. A prática, segundo os investigadores, pulveriza as vendas e dificulta o rastreio do dinheiro, que pode alimentar organizações criminosas.
Na operação que fechou o camarote, a polícia cumpriu mandados de busca na casa do influenciador. Os agentes encontram cerca de dez veículos, entre eles uma Lamborghini avaliada em mais de R$ 4 milhões. A investigação também apura se os prêmios anunciados nas redes sociais são entregues de fato ou se a distribuição é forjada. A polícia segue apurando se há outros crimes ligados ao esquema.








