A Suprema Corte dos Estados Unidos encerrou, nesta quinta-feira (29), o programa de cotas raciais e procedimentos de admissão em faculdades e universidades com base na cor da pele ou na origem étnica dos candidatos. Trata-se de uma decisão histórica que anula um precedente de longa data que beneficiou estudantes negros e latinos no ensino superior
A decisão recebeu seis votos de juízes de orientação conservadora contra três votos de juízes progressistas que se mostraram revoltados com a decisão. O tribunal está “revertendo décadas de jurisprudência e imenso progresso”, escreveu a juíza Sonia Sotomayor. “Ao fazer isso, o tribunal consolida uma norma superficial” de indiferença à cor da pele “como um princípio constitucional em uma sociedade endemicamente segregada”, escreveu.
O uso de cotas raciais nos Estados Unidos foi implementado em universidades altamente seletivas no final dos anos 1960, isto para corrigir as desigualdades decorrentes do passado segregacionista do país e aumentar a proporção de estudantes negros, hispânicos ou nativos americanos em suas salas de aula.









