14 de fevereiro de 2026
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Canetas emagrecedoras acendem alerta e especialistas apontam risco de “agonorexia” no Brasil

O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento e controle da diabetes cresceu de forma acelerada no Brasil nos últimos anos, impulsionado pela popularização das chamadas canetas emagrecedoras. Com o aumento do consumo, especialistas em saúde passaram a observar um efeito colateral preocupante que ganhou um nome informal: agonorexia.

O termo vem sendo usado para descrever um quadro semelhante à anorexia, provocado pelo uso desses remédios. Embora ainda não seja reconhecida como um diagnóstico oficial, a agonorexia é associada à perda excessiva da fome, aversão a alimentos e mudanças no comportamento alimentar que podem comprometer tanto a saúde física quanto a emocional dos pacientes.

Segundo profissionais da área, o problema ocorre quando os análogos de GLP-1, medicamentos que deveriam apenas reduzir o apetite, acabam bloqueando a sensação de fome de forma intensa. A pessoa passa a comer muito pouco, sente enjoo com alimentos, pula refeições com frequência e, em casos mais graves, evita encontros sociais que envolvam comida.

Os especialistas alertam que o risco é maior entre quem utiliza as canetas sem indicação médica, inicia o tratamento com doses elevadas ou busca emagrecimento rápido a qualquer custo. Como esses medicamentos atuam diretamente no cérebro, reduzindo a fome e o prazer ao comer, além de retardarem o esvaziamento do estômago, o uso inadequado pode transformar um tratamento em um gatilho para transtornos alimentares e outros problemas de saúde.