Dois navios enviados pelo governo do México atracaram nesta quinta-feira no porto de Havana transportando mais de 800 toneladas de ajuda humanitária destinadas a Cuba, que atravessa uma das fases mais agudas de sua crise econômica e energética. A iniciativa ocorre em meio ao endurecimento das pressões dos Estados Unidos sobre a ilha.
As embarcações Papaloapan e Isla Holbox, enviadas pela gestão da presidente Claudia Sheinbaum, levaram 814 toneladas de alimentos e itens básicos, entre eles leite líquido e em pó, carnes, biscoitos, feijão, arroz e produtos de higiene pessoal. Autoridades mexicanas informaram que outras 1.500 toneladas de leite em pó e feijão ainda aguardam envio.
O apoio ocorre enquanto o México discute alternativas para fornecer petróleo a Cuba sem sofrer sanções de Washington, que ameaça aplicar tarifas a países que comercializem hidrocarbonetos com o governo cubano. A escassez de combustível tem provocado racionamentos, paralisações e redução de serviços essenciais na ilha.
Desde o início da semana, o governo cubano implementou medidas emergenciais, como racionamento de gasolina, redução da jornada de trabalho no setor público, ampliação do teletrabalho e suspensão de aulas presenciais em universidades. Hospitais e policlínicas também reduziram atendimentos e procedimentos cirúrgicos devido à falta de insumos energéticos.
Além do México, Chile e Rússia sinalizaram envio de assistência. O governo chileno confirmou ajuda de caráter financeiro, enquanto autoridades russas indicaram a possibilidade de fornecer petróleo e derivados como parte de cooperação humanitária. Cuba vive sob embargo norte-americano desde 1962 e atribui o agravamento da crise às restrições impostas por Washington.









