Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que o bilionário Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes, possui um CPF ativo e regular na Receita Federal brasileira. O registro, emitido em 2003, consta nos sistemas oficiais com a data de nascimento do empresário, 20 de janeiro de 1953.
A Receita Federal confirmou que estrangeiros podem solicitar inscrição no CPF, conforme prevê a Instrução Normativa 2.172/2024, mas explicou que qualquer alteração no cadastro de pessoas falecidas só pode ser feita por familiares, representantes legais ou inventariantes. Epstein, que morreu em 2019, chegou a discutir com a empresária alemã Nicole Junkermann a possibilidade de obter cidadania brasileira, segundo trocas de e-mails datadas de 2011.
O caso Epstein ganhou repercussão internacional após denúncias de exploração sexual de menores entre 2002 e 2005. Ele chegou a ser preso em 2008, firmou um acordo judicial e, mais tarde, foi novamente acusado de operar uma rede internacional de abusos, envolvendo mais de 250 vítimas.
Epstein foi encontrado morto em uma cela federal em agosto de 2019, dois dias após assinar um testamento que deixava um patrimônio estimado em US$ 577 milhões. Mesmo após sua morte, as investigações sobre sua rede de contatos e negócios internacionais, agora incluindo o CPF brasileiro, continuam despertando atenção das autoridades e da imprensa mundial.











