Yasmin Amorim, de 12 anos, morreu nesta sexta-feira (6), em Cascavel, no oeste do Paraná. Ela lutava contra um câncer agressivo chamado neuroblastoma desde os cinco anos de idade e estava internada no Hospital do Câncer da cidade. O caso ganhou repercussão nacional após a denúncia de que R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento da menina foram desviados por empresários.
A morte foi confirmada pela família. Nas redes sociais, a mãe, Daniele Aparecida Campos, contou que Yasmin apresentou uma piora no estado de saúde durante a madrugada. Uma corrente de oração chegou a ser marcada em frente ao hospital, mas a menina não resistiu. Ao longo dos anos, Yasmin passou por quimioterapia, cirurgias, fisioterapia e transplante de medula óssea, chegando a entrar em remissão, mas a doença voltou mais de uma vez.
Em 2024, após nova recidiva, a família recorreu à Justiça para garantir um tratamento com medicamentos importados, avaliados em cerca de R$ 2,5 milhões. O governo do Paraná foi obrigado a custear os remédios, mas a empresa responsável pela entrega não forneceu a quantidade necessária. O hospital recebeu apenas parte da medicação, o que comprometeu o tratamento da menina.
As investigações apontaram que os valores foram desviados e que as empresas envolvidas já tinham histórico de estelionato. Dois empresários foram condenados e estão presos desde agosto do ano passado. Segundo a Justiça, o atraso no tratamento teve consequências graves, fazendo com que Yasmin precisasse usar morfina com frequência para suportar as dores. Em 2025, ela iniciou uma nova fase do tratamento, mas não conseguiu concluir o protocolo, e a doença avançou.











