5 de fevereiro de 2026
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Quem protege “Vitinho”? Acusado de estupro segue foragido há quase um ano

Quase um ano após o crime que destruiu a vida de Maria Daniela Ferreira Alves, o principal acusado continua longe das autoridades. Victor Bruno dos Santos, conhecido como “Vitinho”, teve a prisão preventiva decretada no dia 3 de março de 2025, três meses depois do crime, e desde então segue foragido.

O silêncio em torno do paradeiro do suspeito incomoda. Informações desencontradas circulam nos bastidores: há quem diga que ele estaria escondido na casa de um político, outros apontam uma possível fuga para fora do país, até mesmo para o Paraguai. Oficialmente, porém, ninguém sabe onde Vitinho está.

Enquanto isso, o crime segue impune.

Maria Daniela, estudante de 19 anos, não teve a mesma chance de “desaparecer”. Desde a noite de 6 de dezembro de 2024, ela convive com sequelas neurológicas graves e irreversíveis. A jovem foi dopada, estuprada, agredida e asfixiada após uma confraternização escolar, em uma chácara da família do acusado, no povoado Poção, zona rural do município.

A investigação da Polícia Civil de Alagoas concluiu que Victor Bruno foi o responsável pelo crime. Um laudo toxicológico confirmou a presença de cinco substâncias químicas no sangue da vítima, entre elas Diazepam, Haloperidol, Fenitoína e Prometazina, medicamentos com efeito sedativo, comumente associados a crimes sexuais.

Maria Daniela chegou a ficar cinco dias em coma, após sofrer traumatismo craniano grave. Segundo o laudo médico, ela passou por um período de privação de oxigênio, o que causou comprometimento cerebral importante. Desde então, precisa de acompanhamento médico contínuo e ajuda para realizar atividades básicas do dia a dia.

Victor Bruno nega o crime. Em vídeo divulgado pelo pai do suspeito, a versão apresentada é de que a jovem teria passado mal e recebido ajuda do filho. A família da vítima e a investigação policial contestam essa narrativa.

A Polícia Civil reforça que informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser repassadas, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 181. Mas o caso reforça uma cobrança maior: onde estão as respostas das autoridades?

Enquanto Vitinho segue como fumaça, Maria Daniela carrega no corpo e na mente as marcas de um crime que o Estado ainda não conseguiu punir.