O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, anunciou que dará continuidade ao seu plano de reestruturação física com o encerramento de aproximadamente 250 agências em 2026. A decisão, que já vinha sendo implementada desde 2024, reflete a estratégia de redução de custos operacionais e expansão dos canais digitais, como aplicativos e internet banking, que hoje concentram mais de 90% das transações realizadas pelos clientes. O banco afirma que manterá atendimento presencial em unidades estratégicas, mas reconhece que a mudança pode gerar transtornos para quem ainda depende do contato direto com gerentes e caixas.
O impacto sobre os trabalhadores é significativo: sindicatos estimam que milhares de empregos serão perdidos ou realocados em razão do fechamento das agências. Funcionários relatam sobrecarga nas unidades que permanecem abertas, além de pressão por metas digitais e adoecimento decorrente do aumento da demanda. A Comissão de Organização dos Empregados (COE Itaú) já se posicionou contra a medida, cobrando garantias de realocação e melhores condições de trabalho. Especialistas avaliam que o movimento do Itaú segue uma tendência global de digitalização bancária, mas alertam para os riscos de exclusão financeira em regiões onde o acesso à internet ainda é limitado.









