O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender publicamente, nesta terça-feira (20), a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no recém-criado Conselho de Paz para Gaza. Durante uma coletiva, Trump elogiou Lula, afirmou ter apreço pessoal pelo brasileiro e disse acreditar que ele poderia desempenhar um papel relevante no novo organismo. O norte-americano também sugeriu que o conselho pode, no futuro, assumir funções hoje atribuídas à Organização das Nações Unidas (ONU), que, segundo ele, não tem cumprido adequadamente sua missão.
Ao comentar o tema, Trump criticou a atuação da ONU em conflitos internacionais, afirmando que a entidade não correspondeu às expectativas ao longo dos anos. Para o republicano, o organismo internacional falhou em mediar guerras que, segundo ele, foram encerradas sem a participação direta da ONU. A criação do conselho, na avaliação do presidente dos EUA, surge como uma alternativa mais eficaz para lidar com crises como a da Faixa de Gaza.
No Brasil, o Palácio do Planalto confirmou o recebimento do convite, mas informou que Lula ainda não decidiu se aceitará integrar o grupo. Auxiliares do presidente afirmam que a decisão depende de uma análise detalhada do cenário internacional, das implicações diplomáticas e dos custos financeiros envolvidos. O assunto foi debatido em reunião entre Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, quando foram levantados pontos como a composição do conselho, o alinhamento político dos países participantes, os objetivos estratégicos do órgão e a necessidade de articulação com outras nações influentes.
Anunciado na semana passada, o Conselho de Paz para Gaza prevê a participação de cerca de 60 países e terá mandato inicial de três anos. O projeto estabelece a existência de membros permanentes, que deverão contribuir financeiramente com uma taxa elevada já no primeiro ano. Embora diversos líderes tenham sido convidados, a iniciativa tem sido recebida com cautela por parte da comunidade internacional, e alguns chefes de Estado já descartaram adesão. O conselho integra a segunda etapa do plano apresentado por Trump para encerrar o conflito em Gaza, com foco na desmilitarização e na reconstrução do território, e conta entre seus membros fundadores com nomes como o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.









