O governo federal anunciou nesta quarta-feira (14) que passou a assumir diretamente a distribuição de alimentos, água potável e itens de higiene para migrantes e refugiados no estado de Roraima, serviço que vinha sendo realizado pela organização filantrópica Cáritas, mas foi interrompido após o fim de contratos com financiadores internacionais.
Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, aquilo que antes era financiado por agências internacionais, incluindo a ONU, agora está sendo custeado pelo governo federal. A Cáritas apresentou proposta de parceria que está em análise, mas o governo já iniciou a oferta dos serviços essenciais.
A suspensão temporária das atividades da Cáritas, anunciada em 6 de janeiro, resultou no fechamento dos três pontos de atendimento mantidos pela entidade, dois em Boa Vista e um em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, intensificando a necessidade da intervenção estatal.
A ação faz parte da Operação Acolhida, resposta humanitária coordenada pelo governo brasileiro para lidar com a chegada de migrantes e refugiados venezuelanos, e a retomada dos serviços de alimentação, água e saneamento é considerada crucial para prevenir doenças e garantir condições mínimas de dignidade aos que chegam ao país.









