Subiu para quatro o número de pacientes paraplégicos que apresentaram retorno parcial de movimentos e sensações após o uso de um medicamento experimental desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A substância, 100% brasileira, vem sendo utilizada de forma excepcional por meio de autorizações judiciais para uso compassivo.
Os resultados, considerados promissores pela comunidade científica, indicam avanços na recuperação neurológica dos pacientes, que passaram a relatar melhora na sensibilidade e na mobilidade após a aplicação do medicamento. Os casos têm chamado atenção por envolver pessoas com lesões medulares consideradas irreversíveis.
O uso compassivo ocorre quando não há alternativas terapêuticas disponíveis e o tratamento ainda não foi aprovado pelas agências reguladoras. Segundo os pesquisadores, os pacientes são acompanhados de forma rigorosa, com monitoramento clínico constante e avaliações funcionais periódicas.
Apesar dos avanços, especialistas reforçam que o medicamento ainda está em fase experimental e que são necessários estudos clínicos mais amplos para comprovar sua eficácia e segurança. Ainda assim, os resultados iniciais reacendem a esperança de milhares de pessoas que convivem com a paraplegia no Brasil.













