O acordo entre Mercosul e União Europeia tem potencial de elevar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 0,46% até 2040, o equivalente a US$ 9,3 bilhões, segundo dados de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O levantamento, feito no início de 2024, aponta que o Brasil teria um ganho relativo maior do que a União Europeia, que seria beneficiada com uma alta de 0,06% no PIB no mesmo período, e demais países do Mercosul (alta de 0,2%).
Os autores do estudo levaram em conta, como referência, dados e projeções de PIB feitas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) para os anos de 2014 e 2026. Outra conclusão do levantamento é que o tratado comercial elevaria os investimentos no Brasil em 1,49% na comparação com um cenário sem acordo. No cenário de investimentos, o Brasil também teria vantagens maiores do que a União Europeia (alta de 0,12%) e os demais países do Mercosul (crescimento de 0,41% nos investimentos).
Já na balança comercial, como consequência das reduções de tarifas e concessões de cotas de exportação, o Brasil teria um ganho de US$ 302,6 milhões, ante US$ 169,2 milhões nos demais países do Mercosul e queda de US$ 3,44 bilhões do bloco europeu. Para o Mercosul, uma das principais vantagens é que as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários enviados para a UE seriam eliminadas, beneficiando principalmente carnes suína e de frango, pecuária bovina, frutas e vegetais.
Na outra ponta, há setores no Brasil com impacto negativo, como equipamentos elétricos, máquinas e equipamentos, produtos farmacêuticos, têxteis e produtos metalúrgicos, que devem ser os mais prejudicados, segundo o Ipea.






