O avanço do fluxo migratório provocado pela crise na Venezuela já se reflete de forma expressiva nos programas sociais brasileiros. Dados mais recentes indicam que 205 mil venezuelanos são beneficiários do Bolsa Família, número que cresce de forma contínua desde 2017.
Atualmente, cerca de 582 mil venezuelanos vivem no Brasil, fugindo do regime autoritário de Nicolás Maduro em busca de melhores condições de vida. Em 2025, eles responderam por 92% de todos os pedidos de refúgio no país. Roraima segue como principal porta de entrada e local de fixação, concentrando ao menos 142 mil imigrantes.
O crescimento no Bolsa Família é significativo. No fim de 2017, apenas 1.062 venezuelanos recebiam o benefício. Em setembro de 2025, esse número saltou para 205 mil, o que representa cerca de 61% dos 331 mil estrangeiros atendidos pelo programa social.
Considerando um valor médio de R$ 780 por família, o custo anual com o pagamento a venezuelanos ultrapassa R$ 1,7 bilhão. O Bolsa Família é destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social, independentemente da nacionalidade, desde que cumpram critérios como renda per capita e frequência escolar dos filhos.
O tema tem gerado debate no meio político. Enquanto parlamentares defendem a revisão das regras de acesso ao programa, outros reforçam o caráter humanitário da política pública. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social afirma que a presença de estrangeiros no Bolsa Família reflete o compromisso do Brasil com o acolhimento humanitário e com o combate à pobreza.








