Nove meses após o desaparecimento e a morte da adolescente Ana Beatriz Moura, de 15 anos, a família segue cobrando respostas da Polícia Civil e do Ministério Público. Apesar de um homem estar preso, parentes afirmam que o crime ainda não foi totalmente esclarecido e pedem que a esposa do suspeito seja ouvida oficialmente pelas autoridades.
Ana Beatriz desapareceu no dia 8 de abril de 2025, após sair do Ifal, no Centro de Maceió. Ela deixou a escola mais cedo e seguiu de mototáxi para a região da Garça Torta. O corpo foi encontrado 25 dias depois, em estado de decomposição, dentro de uma fossa em uma chácara, a poucos metros da residência do suspeito, José Clenisson Domingos da Silva, que segue preso.

Segundo a Polícia Civil, o homem era conhecido da família e teria pago o transporte da adolescente até o local onde ela foi vista pela última vez. Para os familiares, no entanto, a investigação apresenta falhas importantes, principalmente pela ausência de oitiva da esposa do acusado, que, segundo a defesa, mantinha conflitos frequentes com Ana Beatriz e já teria feito ameaças à adolescente.
A família questiona ainda por que a mulher do suspeito não foi chamada para a audiência de instrução realizada em setembro do ano passado. Eles afirmam que as versões apresentadas por ela não condizem com os fatos e precisam ser confrontadas oficialmente no processo.
Outro ponto levantado é a existência de prints de conversas e imagens recuperadas do celular da vítima, que, segundo os parentes, indicariam contato direto com o suspeito. Além disso, foram identificadas movimentações financeiras consideradas atípicas na conta bancária de Ana Beatriz, com recebimento de valores via PIX, apesar de ela não ter renda.











