O Bolsa Família, principal escudo social de milhões de brasileiros, voltou ao centro de um debate que causa medo, insegurança e revolta nas camadas mais pobres da população. Embora o governo Lula negue publicamente qualquer plano de encerramento do programa, as mudanças em curso revelam um cenário preocupante, que na prática já impacta diretamente quem mais precisa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o Brasil não pode ser “eternamente pobre” e viver de Bolsa Família. O chefe do Executivo defendeu os esforços do governo para aumentar investimentos na educação.Lula deu a declaração durante o lançamento industrial da fabricante de carros japonesa Nissan, em Resende (RJ). O governo sustenta o argumento de que o Bolsa Família deve ser uma “ponte” para a autonomia econômica. No papel, a ideia parece correta. Na prática, porém, o país ainda convive com desemprego, informalidade crescente e custo de vida elevado.







