Os Estados Unidos apreenderam um petroleiro ligado à Venezuela após monitorar a embarcação por pelo menos duas semanas no Atlântico. A operação foi confirmada pelo Comando Europeu dos EUA e envolveu a Guarda Costeira e as Forças Armadas americanas.
Originalmente batizado de Bella 1, o navio foi alvo de sanções dos EUA em 2024 por integrar uma chamada “frota paralela”, utilizada para o transporte de petróleo considerado ilícito. No mês passado, a Guarda Costeira tentou interceptar o petroleiro próximo à costa venezuelana, mas a tripulação conseguiu escapar ao mudar repentinamente de rota.
Desde então, a embarcação passou a ser perseguida enquanto seguia em direção ao nordeste. Aeronaves de vigilância P-8, deslocadas da base aérea de RAF Mildenhall, no Reino Unido, acompanharam o navio por vários dias, inclusive durante sua passagem pela costa britânica.
Durante a fuga, a tripulação chegou a pintar uma bandeira russa no casco, alegando navegação sob proteção de Moscou. Pouco depois, o navio passou a constar no registro marítimo russo com o nome Marinera. A Rússia chegou a apresentar um pedido diplomático exigindo que os EUA cessassem a perseguição.
Apesar disso, o governo do presidente Donald Trump não reconheceu a nova identificação e considera o petroleiro como apátrida, o que abriu caminho para a apreensão. Antes da operação, os EUA reforçaram sua presença militar no Reino Unido, com o deslocamento de aeronaves de transporte C-17, caças V-22 Osprey e aviões de ataque AC-130.
A ação ocorre no contexto do bloqueio anunciado por Trump contra petroleiros sancionados que tentem operar a partir da Venezuela, medida usada como pressão política. Segundo autoridades americanas, o bloqueio seguirá em vigor como instrumento de contenção ao governo venezuelano.










