4 de março de 2026
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Brasil classifica prisão de Maduro como “sequestro” e manifesta preocupação em discurso na OEA

O Brasil tratou a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como um “sequestro” durante reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada nesta terça-feira (6). A posição foi apresentada pelo embaixador Benoni Belli, representante brasileiro no órgão, que afirmou ver os acontecimentos com “profunda preocupação”.

Em seu pronunciamento, Belli declarou que os bombardeios em território venezuelano e a prisão de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma grave afronta à soberania do país. Segundo ele, os fatos criam um precedente “extremamente perigoso” para a comunidade internacional.

O diplomata afirmou ainda que o episódio remete aos “piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”, evocando períodos que se acreditava superados. Para Belli, a ação viola a proibição do uso da força prevista no direito internacional e compromete os princípios que regem as instituições multilaterais.

Durante o discurso, o embaixador destacou que a soberania nacional é um pilar essencial para a autodeterminação dos povos e alertou que o enfraquecimento desse princípio pode resultar na perda não apenas da independência, mas também da dignidade nacional. Ele também afirmou que os ataques dos Estados Unidos e a captura de Maduro violam a Carta das Nações Unidas e compromissos hemisféricos assumidos pelos países.

Ao concluir, Belli defendeu que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos e livre de ingerências externas, pode levar a uma solução que respeite a vontade popular e a dignidade humana no país.

A reunião extraordinária da OEA foi convocada para analisar os desdobramentos recentes na Venezuela. A organização tem como missão promover a paz, a justiça e a defesa da soberania entre os países membros.