22 de janeiro de 2026
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China anuncia tarifa extra de 55% sobre carne bovina do Brasil ao ultrapassar cota de importação

A China vai aplicar tarifas adicionais de 55% sobre as importações de carne bovina do Brasil e de outros países, como Austrália e Estados Unidos, sempre que os volumes embarcados ultrapassarem as cotas estabelecidas. A medida foi anunciada pelo Ministério do Comércio chinês e tem como objetivo proteger a indústria nacional, que enfrenta excesso de oferta e prejuízos no setor pecuário.

Para 2026, a cota total de importação foi fixada em 2,7 milhões de toneladas. O Brasil ficará com a maior fatia, equivalente a 41,1% do total, seguido por Argentina (19%), Uruguai (12,1%), Austrália, com 205 mil toneladas, e Estados Unidos, com 164 mil toneladas.

Em 2024, a China importou 1,34 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, mantendo o país como principal fornecedor. Também foram adquiridas 594,5 mil toneladas da Argentina, 243,6 mil do Uruguai, 216 mil da Austrália e 138,1 mil dos Estados Unidos.

As novas regras entram em vigor em 1º de janeiro e terão validade de três anos. A cota total será ampliada gradualmente, chegando a 2,8 milhões de toneladas em 2028. Segundo o governo chinês, a investigação que embasou a decisão, iniciada em dezembro do ano passado, não teve como alvo um país específico.

Entidades da indústria chinesa pressionaram por medidas de salvaguarda diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores locais desde 2023. De acordo com o jornal estatal Global Times, muitos criadores passaram a abater animais reprodutores para reduzir custos. No ano passado, a China importou um volume recorde de 2,87 milhões de toneladas de carne bovina, embora as compras entre janeiro e novembro tenham registrado leve queda de 0,3% em relação ao ano anterior.