14 de março de 2026
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Médica detalha momentos do crime; ”Eu fiquei com medo, achei que ele fosse me matar.”

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A médica Nádia Tamyres confessou ter atirado e matado o ex-marido, o também médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, em Arapiraca (AL), dizendo que agiu por medo de morrer.

Em depoimento à delegacia, Nádia relatou que vivia sob ameaça: segundo ela, Alan teria descumprido uma medida protetiva que a proibia de se aproximar dela a menos de 300 metros. Ela afirmou acreditar estar diante de uma emboscada, porque o carro dele estava parado em local estranho próximo à sua casa, o que a deixou apreensiva.

Ela disse que, ao sair para ir a um salão de beleza, percebeu Alan no local e que ele fez um movimento brusco dentro do veículo. “Me senti ameaçada, com medo de morrer. Fechei os olhos e atirei. Não sei quantos tiros dei”, relatou a médica à polícia.  Nádia afirmou ainda que possui porte e posse de arma desde 2020.

Segundo ela, o medo começou há cerca de um ano e meio, quando denunciou o ex-marido por abuso sexual vulnerável contra a filha do casal. Ela disse que, a partir da denúncia, passou a receber ameaças não só de Alan, mas também de um primo dele, o que a levou a pedir proteção judicial.

Durante a audiência de custódia, a defesa da médica alegou que o crime foi um ato de legítima defesa, tese de Nádia é a de que ela se protegeu e também protegeu a filha. No entanto, a Polícia Civil afirma ter imagens de segurança que mostram Nádia descendo do carro com a arma em punho e disparando depois de uma breve discussão, o que, segundo o delegado, “impediu qualquer possibilidade de defesa” por parte da vítima.

A juíza responsável pela audiência converteu a prisão em flagrante da médica em prisão preventiva, e ela foi encaminhada para o Presídio Feminino Santa Luzia. A investigação do caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios, que avalia todos os elementos relatados por Nádia, inclusive a possibilidade de legítima defesa.