15 de março de 2026
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Correios querem levantar R$ 10 bilhões e planejam demissão de 10 mil pessoas

Imagem: Reprodução

Os Correios correm contra o tempo para levantar ao menos R$ 10 bilhões em 15 dias, para equilibrar as contas e recuperar a capacidade operacional em meio à crise financeira. A expectativa da direção da empresa estatal é obter o valor via empréstimo, com garantia da União, até o fim do mês. O montante corresponde à metade dos R$ 20 bilhões que a estatal almejava inicialmente, mas ela foi forçada a rever a estratégia diante do alto custo cobrado pelos bancos na primeira rodada de negociações da empresa comandada por Emmanoel Rondon.

A chegada do empréstimo também é fundamental para colocar de pé as iniciativas de saneamento das despesas dos Correios. O principal foco é a redução de gastos com pessoal. A ideia é propor um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para alcançar dez mil funcionários. Isso, porém, tem um custo. No último PDV, de um público potencial de oito mil funcionários que manifestou interesse em se desligar da empresa, apenas 3.600 fizeram a adesão.

A empresa registrou um prejuízo acumulado de R$ 4,3 bilhões em 2025. Apenas no segundo trimestre, entre abril e junho, o resultado negativo atingiu R$ 2,6 bilhões, quase cinco vezes o registrado em igual período do ano anterior, de R$ 553,1 milhões. Além disso, o prejuízo mensal do caixa tem ficado em torno de R$ 750 milhões. Ao publicar suas demonstrações contábeis, a estatal ressaltou que enfrenta desafios econômicos e concorrenciais e cita restrições financeiras.

Equilibrar as contas é visto pela empresa como imprescindível, por exemplo, para regularizar a situação com os fornecedores, que estão sem receber, e, consequentemente, as entregas, que estão chegando com atraso maior do que o desejado. O diagnóstico interno é que a situação da estatal gera uma bola de neve, que se traduz em menos contratos e perda de receita.