15 de março de 2026
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EUA enviam carta ao secretário de Segurança do Rio oferecendo ‘qualquer apoio necessário’ após megaoperação

trump

Uma semana após a megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, os Estados Unidos enviaram uma carta ao secretário de Segurança do estado, Victor Santos, e se colocou “à disposição para qualquer apoio necessário”. No comunicado, o governo Trump também enalteceu a atuação das forças de segurança do Rio e lamentou a morte de quatro policiais que, segundo o texto, “tombaram no cumprimento do dever”. O documento é assinado por James Sparks, do setor de Repressão às Drogas do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

‘Neste momento de luto, reiteramos nosso respeito e admiração pelo trabalho incansável das forças de segurança do Estado e colocamo-nos à disposição para qualquer apoio que se faça necessário. Receba, Senhor Secretário, nossos votos de força e consolo diante dessa irreparável perda’, diz um dos trechos. Já o presidente Lula mudou o tom e fez críticas à operação policial. Em entrevista a veículos internacionais, ele classificou a ação de ‘desastrosa’ e defendeu que legistas da Polícia Federal participem de investigação. A declaração foi dada em Belém do Pará, onde Lula participa de compromissos da COP30.

Na semana passada, o presidente tinha publicado apenas uma mensagem nas redes sociais defendendo o combate ao crime organizado, mas evitou criticar a atuação do governo do Rio. Agora, ele chamou a operação de ‘matança’. O Tribunal de Justiça, ontem, determinou a transferência de sete traficantes do Rio para presídios federais. Na lista, está Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha, que atua no Complexo do Alemão. Outro que será transferido é Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor, com influência no Morro Santo Amaro, na Zona Sul.

O governo Cláudio Castro encaminhou dez nomes, mas a Vara de Execuções Penais pediu à Polícia Civil mais informações sobre dois deles para analisar melhor o pedido: Leonardo Farinazzo Pampuri, o Léo Barrão, e Wagner Teixeira Carlos, o Waguinho, que atua na Região dos Lagos. Já o traficante Rian Maurício Tavares Mota, acusado de operar drones do Comando Vermelho no Complexo da Penha, não será transferido por enquanto porque o crime ainda depende de julgamento.