O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) gerou grande controvérsia e revolta ao se manifestar no plenário da Câmara sobre a megaoperação policial que resultou em mais de 121 mortos no Rio de Janeiro. Em seu discurso, o congressista proferiu uma frase de impacto que expõe o racismo estrutural nas abordagens policiais: “preto correndo em dia de operação na favela é bandido”.
A declaração foi feita enquanto o deputado, que também é pastor e fundador de uma igreja, denunciava que quatro jovens, filhos de integrantes de sua congregação, estavam entre os mortos, sendo contados “no pacote como se fossem bandidos”, mesmo sem nunca terem portado fuzis ou se envolvido com o crime organizado.
Otoni de Paula criticou a indiferença do Estado diante da tragédia, afirmando que a contagem indiscriminada de corpos ignora a realidade de inocentes. Ele alegou que o “verdadeiro poder do crime não está na favela, está no dinheiro sujo, lavado em bancos, combustíveis, ouro e negócios milionários”.









