O ministro Luís Roberto Barroso pode registrar seu voto no processo que discute a descriminalização do aborto no Supremo Tribunal Federal (STF) antes de sua aposentadoria antecipada. O julgamento trata de uma ação movida pelo Psol, que questiona a criminalização da interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana de gestação.
A legenda argumenta que os artigos do Código Penal que punem o aborto violam direitos fundamentais das mulheres, como dignidade, liberdade e igualdade. O caso está sob relatoria da ministra Rosa Weber, que já se aposentou, mas votou a favor da descriminalização antes de deixar o cargo.
Barroso afirmou que ainda tem prerrogativa para votar no processo, mas ponderou que uma manifestação agora poderia intensificar tensões sociais. O ministro ressaltou a importância do debate público e do diálogo democrático em torno do tema, considerado um dos mais sensíveis da agenda do Supremo.








