A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado começa a discutir a proposta que determina o fim da escala 6×1 na jornada de trabalho e obriga a ter dois dias de descanso para o trabalhador brasileiro. Em um acordo feito entre governo e oposição, haverá audiências públicas em série na comissão para debater sobre o tema.
A proposta está há dez anos no Congresso e voltou à tona depois de manifestações populares e o colhimento de 1,5 milhão de assinaturas favoráveis. O tema foi abraçado por membros do governo Lula. A versão mais recente do texto estabelece a jornada máxima de trabalho em 36 horas, diferente das 44 atuais, com o expediente distribuído em cinco dias e dois dias de descanso remunerados a todos os trabalhadores.
O tema, porém, não é unânime. O Congresso avalia possíveis impactos negativos para a economia e para os empregadores. Diversos textos semelhantes já foram apresentados, mas encontraram barreiras que impediram avanço.









