O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dividiu o palco, em julho deste ano, com Alessandra Moja e sua filha Yasmin Moja, apontadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como lideranças ligadas ao tráfico de drogas na Favela do Moinho. Nesta segunda-feira (8), ambas foram alvos da Operação Sharpe, que cumpriu mandados de prisão contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os promotores afirmam que Alessandra assumiu o controle do abastecimento de drogas após a prisão do irmão, Leonardo Moja, conhecido como “Leo do Moinho”.
Na ocasião, Lula esteve na comunidade para anunciar um programa habitacional em parceria com o governo paulista, voltado à realocação de famílias do bairro. Durante o evento, representantes locais foram convidadas a subir ao palanque, entre elas Alessandra e Yasmin, que participaram como integrantes da associação de moradores. O presidente cumprimentou as duas diante do público que acompanhava a cerimônia.
Flávia Silva, liderança da favela, destacou a presença do presidente como um marco para a comunidade, afirmando que, em vez de repressão policial, os moradores recebiam apoio institucional. Ela citou Alessandra e Yasmin como parte de um grupo de mulheres atuantes no território, pedindo que fossem apresentadas a Lula. Sob gritos de “mulheres unidas jamais serão vencidas”, o presidente estendeu o braço em direção às duas e selou o gesto com um aperto de mão.







