O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, foi o convidado do podcast Direito & Justiça nessa quinta-feira (28). Durante a entrevista conduzida pelas jornalistas Ana Maria Campos e Maria Eduarda Lavocat, com a participação da advogada Rita Machado, o advogado comentou sobre o julgamento dos atos de 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF) e também sobre o caso da 113 Sul, no qual defende a arquiteta Adriana Villela.
Ao analisar o processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, Kakay afirmou que a previsão é de uma pena mínima de 30 anos de prisão. “Não tem como ser menos do que isso, porque, como líder da organização criminosa, a pena deve ser agravada. A dosimetria será muito alta”, declarou.
O advogado explicou que as penas tendem a ser elevadas porque os denunciados respondem a cinco crimes, conforme apontado pelo Ministério Público Federal. Segundo ele, o Supremo não tinha alternativa além de condenar os acusados. “Absolver seria um escândalo”, disse.
Kakay destacou ainda que o tribunal pode optar por aplicar as penas mínimas para cada crime ou aumentar a dosimetria em razão da gravidade. Como os crimes são considerados em concurso material, as penas são somadas, o que, segundo o criminalista, facilita a projeção de longos períodos de prisão.












