25 de março de 2026
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7 em cada 10 adolescentes dormem menos do que o ideal e risco preocupa especialistas

Um levantamento publicado na revista científica JAMA revelou um dado alarmante: sete em cada dez adolescentes estão dormindo menos do que o necessário. A pesquisa, que analisou mais de 120 mil jovens, acende um alerta sobre os impactos da privação de sono, que vão desde irritabilidade e dificuldade de aprendizagem até alterações hormonais e maior risco de obesidade.

Em entrevista ao podcast Bem-Estar, o pediatra especialista em sono Gustavo Moreira explicou que o problema é resultado de uma combinação de fatores biológicos e comportamentais. Segundo ele, o sono é tão essencial quanto alimentação e respiração, sendo fundamental para o bom funcionamento do organismo, especialmente durante a adolescência.

Durante o descanso, o corpo realiza funções vitais como a reparação celular, produção de hormônios, incluindo os de crescimento, regulação do metabolismo e consolidação do aprendizado. A falta de sono nessa fase, considerada crítica para o desenvolvimento físico e neurológico, pode intensificar a instabilidade emocional e aumentar o risco de transtornos mentais, como depressão e transtorno bipolar.

Entre os principais vilões da má qualidade do sono está o uso do celular à noite. Além da exposição à luz, os aplicativos são projetados para manter a atenção do usuário, dificultando o relaxamento. Outros fatores como consumo de cafeína no período noturno, prática de atividades físicas à noite e ausência de rotina para dormir e acordar também contribuem para o problema.