O relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar, afirmou em coletiva de imprensa que já possui um relatório praticamente concluído com cerca de 5 mil páginas e 228 indiciados. Segundo ele, o documento foi antecipado devido à falta inicial de prorrogação dos trabalhos, posteriormente revertida por decisão do ministro André Mendonça.
Durante a fala, Gaspar destacou que o relatório tem caráter técnico e não cita diretamente os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que o foco da comissão é corrigir uma “dívida histórica” da Previdência com a população, com base em dados de órgãos de controle, depoimentos e quebras de sigilo.
O deputado também revelou que as investigações avançaram para além do esperado, chegando a uma suposta rede de lavagem de dinheiro estimada em quase R$ 40 bilhões. Segundo ele, o esquema teria conexões que vão desde fraudes no INSS até organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC). Gaspar criticou o que chamou de “loteamento político” do sistema previdenciário e alertou para falhas na legislação que, segundo ele, facilitam a corrupção e a lavagem de dinheiro no país.










